O líder russo fez da memória da vitória soviética sobre a Alemanha nazi na Segunda Guerra Mundial uma narrativa central dos seus 25 anos no poder, invocando-a repetidamente para justificar a ofensiva na Ucrânia.
As autoridades russas assinalam habitualmente o desfile do Dia da Vitória com grande pompa, mas uma vaga de ataques ucranianos de longo alcance nas últimas semanas levou o Kremlin a reforçar as medidas de segurança e a reduzir a dimensão das comemorações deste ano.
Questionado, após o desfile, sobre se a ajuda militar ocidental à Ucrânia tinha ido longe demais, Putin disse: "Começaram a intensificar o confronto com a Rússia, que continua até hoje. "Acho que o conflito caminha para o fim, mas continua a ser um assunto sério. Passaram meses à espera de que a Rússia sofresse uma derrota esmagadora, de que o seu Estado colapsasse, e isso não aconteceu", disse.
Putin acrescentou que estava disposto a reunir-se com o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy num terceiro país apenas quando todas as condições para um eventual acordo de paz estiverem definidas. "Isso deve ser o ponto final, não as próprias negociações", afirmou.