Depois de José Mourinho recrutado ao Benfica, por 15 milhões de euros), Ibrahima Konaté adquirido a 'custo zero', após o final do contrato com o Liverpool e Denzel Dumfries comprado ao Internazionale, por 20 milhões de euros, o Real Madrid está em vias de anunciar mais um reforço 'de peso' para a nova temporada desportiva de 2026/27.
Trata-se, nada mais, nada menos, do que Bernardo Silva, que partiu para o Campeonato do Mundo na qualidade de jogador livre, depois de ter tornado pública a decisão de não renovar o vínculo que mantinha com o Manchester City já desde 2017, e que chegou mesmo a estar a um curto passo de se juntar... ao Barcelona, o eterno rival dos merengues.
Os contornos de uma autêntica 'novela', que se arrastou ao longo dos últimos meses, e que parecia ter tudo para dar certo, visto que o próprio internacional luso nunca escondeu o carinho que nutria pelos culés, ao passo que estes vinham a acompanhá-lo há já largos anos.
Este foi de resto, o principal motivo pelo qual o jogador de 31 anos de idade optou sempre por dar primazia à possibilidade de rumar a Camp Nou, pese embora tivesse em mãos a oportunidade de partir para destinos mais tentadores do ponto de vista financeiro, como os Estados Unidos da América ou a Arábia Saudita.
Jorge Mendes, empresário do criativo, terá mesmo chegado a alcançar um princípio de acordo com a direção liderada por Joan Laporta tendo em vista um contrato válido para as próximas duas épocas, com mais uma de opção.
No entanto, tudo terá acabado por cair por terra por conta da divergência de visões de parte a parte.
Bernardo Silva estava disposto a reduzir drasticamente o elevado ordenado que auferia no Etihad Stadium, de perto de 400 mil euros por semana, para cumprir o 'sonho' de atuar com a camisola blaugrana, tendo a única coisa que pediu em troca sido que lhe fosse garantido um lugar central no projeto desportivo.
No entanto, do outro lado, nem o diretor desportivo, o luso-brasileiro Deco, nem o treinador, o alemão Hans-Dieter Flick, aceitaram dar-lhe a garantia de que seria titular, até porque a sua contratação nunca foi tida como prioritária, mas sim como uma oportunidade de mercado, pelo que este optou por procurar outra solução para dar continuidade à carreira.