Os movimentos cívico-políticos Frente Popular e Firkidja de Pubis dizem estar empenhados na luta pela conquista e defesa das liberdades democráticas na Guiné-Bissau, rejeitaram categoricamente, através de um comunicado conjunto, o decreto presidencial que fixa 6 de dezembro para a realização de novas eleições gerais. Segundo as organizações, o documento não tem respaldo legal e representa apenas uma "manobra de fuga para a frente” por parte das atuais autoridades militares.
Djoseph Júnior, membro da Firkidja de Pubis, pede à comunidade internacional para agir: "Apelamos à comunidade internacional a adoção de sanções que favoreçam o regresso à ordem democrática na Guiné-Bissau. Exigimos a saída imediata dos militares das instituições do Estado, a tomada de posse do Presidente eleito e a libertação de todos os detidos."
Frente Popular e Firkidja de Pubis estão preocupados com "evolução drástica" da subversão constitucional e exigem que militares abandonem instituições do Estado. População espera conhecer resultados eleitorais de 2025.
No comunicado, as organizações denunciam ainda o desaparecimento de dois dirigentes do Movimento Revolucionário Pó de Terra, Vigário Luís Balanta e Davide Agostinho Fanda. De acordo com o documento, os dois líderes estão desaparecidos há quase uma semana, desde a convocação da última manifestação da sociedade civil no dia 20 de janeiro.
Entretanto, completaram-se ontem dois meses desde o último golpe de Estado, que interrompeu o processo eleitoral e deu início a um novo ciclo de instabilidade política e governativa. O golpe foi assumido pelo Alto Comando Militar, que atualmente lidera o país através de um governo de transição previsto para durar 12 meses. Na semana passada, as autoridades militares anunciaram a marcação de novas eleições gerais, decisão que tem sido fortemente contestada por figuras políticas e sociedade civil.
Entretanto, os guineenses rejeitam um novo escrutínio e continuam a exigir a divulgação dos resultados das últimas eleições, realizadas em novembro passado. Para muitos, novas eleições representam um "desperdício de recursos públicos".
"Temos de repensar o nosso país e olhar para o futuro, mas também queremos conhecer os resultados das últimas eleições", disse um guineense à DW. "Acabámos de sair de eleições. Realizar novas eleições agora seria um desperdício dos recursos dos guineenses", considera outra cidadã.
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